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terça-feira, 10 de março de 2009

As toponímias no alvo dos otimizadores de motores de busca

Recentemente, a cidade de Eu, na França, declarou que planeja mudar o seu nome, com o objetivo de atrair potenciais turistas através de buscas na internet.

Caso você experimente digitar “Eu” na internet, você encontrará milhares de sites com tal referência, nas mais diversas línguas. Essa imensidão de resultados dificulta a tarefa de potenciais turistas ao tentarem buscar mais informações a respeito da cidade na internet.

Isso pode levar o internauta a pensar que tal cidade é insignificante, porém, ela apresenta alguns castelos e magníficos jardins (diga-se de passagem, Eu tem particular importância na história brasileira, pois foi com o Conde d’Eu, ou Gastão de Orléans, que a nossa então Princesa Isabel casou-se antes de assinar a Lei Áurea. Foi também em um castelo na cidade de Eu, que ela passou os últimos anos da sua vida, sempre auxiliando brasileiros de passagem pela França, inclusive Santos Dumont).

Assim, para tentar aumentar a visibilidade da cidade na internet, e consequentemente, aumentar o turismo na região, Marie-Françoise Gaouyer, atual prefeita de Eu, dispõe de duas alternativas: pagar para os gigantes da busca na internet (como Yahoo e Google) para colocarem a cidade no topo das buscas; ou mudar o nome da cidade! A segunda solução parece ser a mais interessante, do ponto de vista da prefeita.

Esse seria um modo de “turbinar” a toponímia da região com o intuito de fazer com que cidade possa se tornar conhecida mundialmente. Em outras palavras, é aplicação de técnicas de otimização de motores de busca (ou Search Engine Optimization, acrônimo SEO) no referenciamento natural da localidade de Eu. Segundo a wikipédia, SEO é o conjunto de estratégias com o objetivo de potencializar e melhorar o posicionamento de um site nas páginas de resultados naturais (orgânicos) nos sites de busca.

Mesmo que estratégias de SEO sejam já a algum tempo pauta de discussão, essa é primeira vez que eu pude observar o cruzamento (ou influência) desta tecnologia com a toponímia de uma região.

[Fonte 1, Fonte 2]

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Cartografia inútil

Se você é tarado por cartografia e adora ver mapas estampados por todas as partes, este post vai lhe surpreender!

1.Abajur: Aprenda a empregar o segundo "R" dos 3R (Reduzir, Reaproveitar, Reciclar) com todos aqueles mapas antigos que estão mofando na sua mapoteca. Clique aqui para saber como.

2.Bar: Você adoraria ter um barzinho na sua biblioteca mas acha que nada iria combinar com o restante da decoração? Talvez esse globo seja a solução perfeita! Veja aqui como adquiri-lo.

 

3. Pratos: Esses pratos são muito legais, e são a decoração perfeita para a cozinha de todo cartógrafo. Saiba mais aqui

4.Vaso de flores: Ideal para interiores e jardins de inverno. Este modelo da foto é vendido num site de comércio eletrônico, porém, ele parece ser bem fácil de reproduzir em casa utilizando isopor, papel e cola. Neste site você pode saber mais a respeito do vaso topográfico.

5. GPS de papel: Esse "GPS" é um tanto quanto engraçado, e é mais uma tiração de sarro do que algo realmente praticável. Todavia, veja aqui mais informações a respeito desse instrumento de navegação.

E por último, uma cartografia não tão inútil assim...

Contudo, neste caso, eu recomendo esse acessório aqui. Nunca se sabe, não é?!

Ok, chega de brincadeira, de volta ao trabalho...

Fontes: Referência Zero, World Maps Online, Ah Tri Né, Bem Legaus, Sports Illustrated.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Visualizar relevo em 3D sem auxílio de óculos

A empresa francesa Alioscopy desenvolveu uma nova tecnologia para a visualização de imagens em 3D sem o auxílio de óculos especiais. Essa nova tecnologia promete alta qualidade nos detalhes em 3D, como profundidade e clareza, abrindo assim toda uma gama de aplicações, podendo ser aplicada tanto à imagens como para animações.

O princípio de funcionamento destes novos monitores é o mesmo já empregado em monitores que utilizam óculos para a visualização em 3D. No caso dos óculos polarizadores, estes decompõe e alternam a exposição dos pares de imagem "direita-esquerda" de modo que o cérebro possa captar e interpretar tal efeito com um 3D.  Nestes novos monitores, a própria tela decompõe as imagens e se ocupa da tarefa de alternar a sua exibição ao usuário, permitindo assim a visualização em 3D. Ou seja, em outras palavras, seria como se o monitor estivesse utilizando os óculos e não você!

Será que um dia iremos utilizar tal tecnologia na restituição fotogramétrica ou em projetos de laser scanner?

Os preços desta nova geração de monitores custam entre 4000€ (tela tamanho 24 ")  e 8000€ (tela tamanho 40").

Maiores informações, siga por aqui.

[Fonte]

Receptor GPS monitor de movimentos

O Driving Activity Reporter permite aos seus usuários o monitoramento de veículos através de uma ferramenta muito simples: um mini receptor GPS dotado de uma saída USB.

Uma vez devidamente instalado num carro, ou qualquer outro tipo de veículo, receptor coleta as coordenadas de todo e qualquer trajeto executado pelo veículo monitorado. O receptor deve ser acoplado ao objeto monitorado numa região livre de obstruções (para a correta recepção do sinal GPS), e para facilitar esta tarefa, o Driving Activity Reporter já vem com um pequeno imã na sua parte externa, o que auxilia muito quando se trata de uma superfície metálica. Ele ainda é a prova d'água e possui um sistema de economia de energia, que detecta quando o objeto monitorado para de se mover por mais de dois minutos.

Os dados exportados permitem a análise completa de todos os trajetos realizados. Podem ser observadas, por exemplo, hora e data, localização precisa dos locais visitados além da velocidade em que o veículo estava se locomovendo. Para uma maior clareza, os dados ainda podem ser visualizados no Google Earth.

Maiores informações nesta direção.

Fonte: Digital Drops

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Cartografia nD

Um assunto que tem se falado bastante nos últimos tempos é em cartografia 3D, 4D e até 5D (sim, acreditem!). Essa tendência envolve essencialmente 2 fatores:

  • Novas necessidades que engenheiros e arquitetos têm para com o desenvolvimento de soluções e projetos cada vez mais inovadores e com custos cada vez menores;
  • Tecnologia atualmente presente nos programas de modelagem e desenho (como programas CAD e SIG).

Porém, uma pergunta publicada no site V1 Magazine me chamou a atenção... A cartografia em três dimensões seria um luxo ou uma necessidade? (leia o artigo completo The Use Of 3D Visualization In Planning And Design—Is 3D A Luxury Or A Necessity) Isso por uma simples razão... dados espaciais em apenas duas dimensões já são relativamento caros, e agora imaginem isso em 3D, ou 4D... e até 5D? Será que os benefícios iriam justificar os custos?

Provavelmente, devido a esse custo ainda elevado, muitas empresas usuárias de dados espaciais ainda se intimidem face às vantagens oferecidas pela visualização desses dados em 2D+nD dimensões. Contudo, empresas desenvolvedores de plataformas de desenho e modelagem já preveem a inversão do cenário atual. Um cenário onde todo o projeto seria feito em 3D, executado e no final documentado em 3D para futuras intervenções. Tais empresas, como a AutoDesk, prevêem esta evolução num futuro não muito distante (leia esse post do blog GeoDrops do Portal MundoGeo para  saber mais a respeito dos últimos lançamentos da AutoDesk).

Outro exemplo, de soluções que convergem para esse cenário multidimensional da cartografia, é a empresa de origem holandesa/sueca 4Sight. A 4Sight propõe uma plataforma interativa em 3D e 4D, ainda com a possibilidade de integração de uma dimensão adicional chegando aos incríveis 5D (apenas para discriminar: 3 dimensões do espaço, uma dimensão temporal e uma dimensão de informação, como, por exemplo, a modelagem de tráfego de veículos).  Para saber mais a respeito da 4Sight leia o artigo completo Spatial Developments in 3D, 4D and 5D publicado no site GEO Informatics.

 Visualização de um trecho do projeto da estrada N302,  próximo da cidade de Harderwijk nos Países Baixos, associado à uma simulação de tráfego 

Soluções em cartografia nD (ou multidimensional) já existem, porém, quem em no nosso país atualmente está disposto a pagar por ela?

Fontes:  [Imagem 1] [Imagem 2] [Spatial Developments in 3D, 4D and 5D] [The Use Of 3D Visualization In Planning And Design—Is 3D A Luxury Or A Necessity] [AutoCAD 2010 vem aí]

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Ah! Mais uma vez o Google...

Ultimamente a cartografia não pode mais ser vista como aqueles velhos mapas que ficam naquelas grandes e longas gavetas empoeiradas (chamadas mapotecas) que ficam no fundo de qualquer biblioteca.

 mapoteca 

A cartografia saiu das mapotecas e entrou nos computadores pessoais, nos celulares, no carros etc. É incrível de se pensar que até alguns anos atrás ninguém andaria com um mapa (impresso) na mala ou no carro, ou que alguém teria um mapa em casa (ou se tivesse seria de enfeite, grudado na parede da sala).

Hoje, mesmo ainda sendo um pouco caro, não é difícil de encontrar celulares com receptores GNSS (vulgarmente conhecidos como GPS, por receberem o sinal dos satélites americanos), mesmo que as pessoas não tenham a mínima ideia de como isso funciona ou como ela pode utilizar tal tecnologia, a cartografia está ali! Eu não ficaria impressionado se daqui alguns anos, o Google Earth se torne sinônimo de "Atlas", devido a sua imensa popularização. Por falar em Google, o seu último lançamento, o Google Latitude mostra até onde pode ir os "planos" dos Srs. Larry Page e Sergey Brin (fundadores do Google). Antes, o Google sabia o que você lia na internet e assim podia propor anúncios publicitários relacionados com os seus gostos, digamos virtuais. Com o Google Latitude eles irão saber quais anúncios publicitários a propor de acordo o seu mundo real! Adaptando o ditado popular: Diga-me por onde andas com quem andas e direi quem és; a cartografia do Google Latitude  vai permitir aos publicitários realizarem estudos cada vez mais avançados e focados nos seus consumidores, porém desta vez, o alvo é o mundo real... isto quer dizer, serão outdoors, cartazes em pontos de ônibus, etc. Aplicações como o Google Latitude,  na minha visão, representam "fábricas" de aquisição de dados para estudos de geomarketing, que num segundo momento irão gerar informações valiosas para quem estiver interessado (ou puder pagar por ela). A cartografia desenpenha um papel chave no sentido de ligar duas informações aparentemente desconexas e gerar uma nova informação de maior valor e utilidade. Do ponto de vista da comunidade usuária, aplicações deste tipo propõe funcionalidades interessantíssimas, pois elas agregam uma informação espacial muito útil para seus usuários, como por exemplo, permitir que as pessoas possam se encontrar mais facilmente, mesmo que por um acaso do destino.

São esses avanços que demonstram de uma vez por todas que a cartografia saiu do armário, quero dizer, das mapotecas e está realmente, cada vez mais, entrando no cotidiano das pessoas comuns. Bom, esse foi um esboço de uma reação a respeito de uma nova geração de aplicações que foram lançadas no início deste ano. E você? O que você acha?

Para saber mais acesse essa notícia do Portal MundoGeo ou o site do Google Latitude.

Fotos: [Foto Mapoteca]

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Cartografia - Faça você mesmo!

Nesse post falaremos a respeito de algumas plataformas web que permitem a extração de informações geográficas de maneira personalizada, de acordo com as necessidades do usuário.

Estes serviços à la carte, de maneira geral disponibilizam uma série de dados tabulares associados à uma base cartográfica onde basta o utilizador selecionar quais informações deseja visualizar e pronto! O mapa é gerado automaticamente!

Tais serviços podem ser amplamente empregados quando se necessita de informações rápidas, em pequenas escalas e o mais importante, sem ter que pagar nada por isso. Estes mapas podem, eventualmente, servir de orientação para a geração de mapas posteriores, mais detalhados e confiáveis.

Gap Minder: Fundação sem fins lucrativos que através desse serviço web disponibiliza séries temporais com estatísticas para diversos países. Tem como objetivo a popularização e a simplificação da informação para os governantes ao redor de todo o globo. Os mapas tem como escopo o estudo das diferenças entre os países de acordo com o tempo e permite a análise de dezenas de indicadores (clique aqui para visualizar a lista completa). As bases de dados são todas documentadas, o que garante ao usuário a qualidade e confiabilidade destes dados (veja aqui as informações referentes às bases de dados). O serviço se preocupa em incluir todos os países de acordo com as definições da ONU (192 em abril de 2008). Contudo o serviço é um tanto quanto restrito à manipulação dos dados, no referente à classificação e divisão das classes. Endereço: http://graphs.gapminder.org

Thematic Mapping: Site mantido e desenvolvido por Bjørn Sandvik que tem como objetivo ofereceer dispositivos de investigação aos seus usuários. Além disso, busca demonstrar parte do potencial em cartografia temática que os "geobrowsers" (como Google Earth e Nasa World Wind) podem oferecer. Utiliza como interface um plugin para o Google Earth (base cartográfica) que em conjunto com uma base de dados da ONU permite a visualização de diversos indicadores. A parte de documentação dos dados não é tão minuciosa, todavia acredito que a fonte sendo a ONU este ítem pode ser considerado de boa qualidade. O mais interessante neste site é a abordagem à cartografia temática, onde o autor teve toda dedicação de documentar todos os métodos utilizados pelo seu serviço web (confira aqui).  Endereço: http://thematicmapping.org/

GeoCommons Maker: Este serviço oferece aos seus usuários a possibilidade de editarem em poucos minutos mapas interativos com uma aparência "profissional" adicionando dados de diversas fontes. A propaganda do site é basicamente "você não precisa ser um cartógrafo para fazer mapas profissionais". A utilização do serviço é extremamente simples e intuitiva, e as fontes de dados são todas documentadas (existem diversas fontes, variando de acordo com o país que se deseja trabalhar). Além disso, o site permite ainda que você adicione a sua própria base de dados para a confecção de mapas específicos de acordo com as suas necessidades. Os métodos de classificação são abrangentes e o usuário tem liberdade de escolha dentre os métodos disponíveis. A representação visual também é abordada e também cabe ao utilizador qual a mais apropriada a sua finalidade. Este site é realmente uma pérola no mundo da cartografia temática, e quando bem empregado pode ser extremamente eficaz e produtivo. Endereço: http://maker.geocommons.com

i3Geo: Solução nacional para a democratização no acesso de dados espaciais. Permite a geração de mapas do Brasil de acordo com um número considerável de indicadores. Sua interface gráfica é um pouco confusa porém coloca a disposição dados muitas vezes não encontrados nos serviços citados acima. A nível nacional permite o acesso a base de dados tais como INPE, ANEEL, INCRA etc. Endereço: http://mapas.mma.gov.br/i3geo

Mapas Interativos - IBGE: Embora não possa ser considerado uma solução do tipo "faça você mesmo", o site do IBGE permite a visualização de mapas já prontos (ou seja, sem a possibilidade de edição) de diversas categorias de informações (potencial agrícola, vegetação, esboço geológico etc.). Endereço: http://mapas.ibge.gov.br/

Dentre as soluções apresentadas aqui, aquela que se mostrou mais flexível às necessidades do usuário foi o GeoCommons Maker. Sua interface gráfica de fácil utilização, sua abordagem à cartografia temática e a documentação das bases de dados são notáveis e merecem destaque dentre as soluções apresentadas. Todavia, o i3Geo é uma ótima solução nacional porque permite o acesso a dados que as demais soluções não contemplam, o que acaba compensando o fato da sua interface ser um pouco complicada.