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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Cartografia inútil

Se você é tarado por cartografia e adora ver mapas estampados por todas as partes, este post vai lhe surpreender!

1.Abajur: Aprenda a empregar o segundo "R" dos 3R (Reduzir, Reaproveitar, Reciclar) com todos aqueles mapas antigos que estão mofando na sua mapoteca. Clique aqui para saber como.

2.Bar: Você adoraria ter um barzinho na sua biblioteca mas acha que nada iria combinar com o restante da decoração? Talvez esse globo seja a solução perfeita! Veja aqui como adquiri-lo.

 

3. Pratos: Esses pratos são muito legais, e são a decoração perfeita para a cozinha de todo cartógrafo. Saiba mais aqui

4.Vaso de flores: Ideal para interiores e jardins de inverno. Este modelo da foto é vendido num site de comércio eletrônico, porém, ele parece ser bem fácil de reproduzir em casa utilizando isopor, papel e cola. Neste site você pode saber mais a respeito do vaso topográfico.

5. GPS de papel: Esse "GPS" é um tanto quanto engraçado, e é mais uma tiração de sarro do que algo realmente praticável. Todavia, veja aqui mais informações a respeito desse instrumento de navegação.

E por último, uma cartografia não tão inútil assim...

Contudo, neste caso, eu recomendo esse acessório aqui. Nunca se sabe, não é?!

Ok, chega de brincadeira, de volta ao trabalho...

Fontes: Referência Zero, World Maps Online, Ah Tri Né, Bem Legaus, Sports Illustrated.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Visualizar relevo em 3D sem auxílio de óculos

A empresa francesa Alioscopy desenvolveu uma nova tecnologia para a visualização de imagens em 3D sem o auxílio de óculos especiais. Essa nova tecnologia promete alta qualidade nos detalhes em 3D, como profundidade e clareza, abrindo assim toda uma gama de aplicações, podendo ser aplicada tanto à imagens como para animações.

O princípio de funcionamento destes novos monitores é o mesmo já empregado em monitores que utilizam óculos para a visualização em 3D. No caso dos óculos polarizadores, estes decompõe e alternam a exposição dos pares de imagem "direita-esquerda" de modo que o cérebro possa captar e interpretar tal efeito com um 3D.  Nestes novos monitores, a própria tela decompõe as imagens e se ocupa da tarefa de alternar a sua exibição ao usuário, permitindo assim a visualização em 3D. Ou seja, em outras palavras, seria como se o monitor estivesse utilizando os óculos e não você!

Será que um dia iremos utilizar tal tecnologia na restituição fotogramétrica ou em projetos de laser scanner?

Os preços desta nova geração de monitores custam entre 4000€ (tela tamanho 24 ")  e 8000€ (tela tamanho 40").

Maiores informações, siga por aqui.

[Fonte]

Receptor GPS monitor de movimentos

O Driving Activity Reporter permite aos seus usuários o monitoramento de veículos através de uma ferramenta muito simples: um mini receptor GPS dotado de uma saída USB.

Uma vez devidamente instalado num carro, ou qualquer outro tipo de veículo, receptor coleta as coordenadas de todo e qualquer trajeto executado pelo veículo monitorado. O receptor deve ser acoplado ao objeto monitorado numa região livre de obstruções (para a correta recepção do sinal GPS), e para facilitar esta tarefa, o Driving Activity Reporter já vem com um pequeno imã na sua parte externa, o que auxilia muito quando se trata de uma superfície metálica. Ele ainda é a prova d'água e possui um sistema de economia de energia, que detecta quando o objeto monitorado para de se mover por mais de dois minutos.

Os dados exportados permitem a análise completa de todos os trajetos realizados. Podem ser observadas, por exemplo, hora e data, localização precisa dos locais visitados além da velocidade em que o veículo estava se locomovendo. Para uma maior clareza, os dados ainda podem ser visualizados no Google Earth.

Maiores informações nesta direção.

Fonte: Digital Drops

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Cartografia nD

Um assunto que tem se falado bastante nos últimos tempos é em cartografia 3D, 4D e até 5D (sim, acreditem!). Essa tendência envolve essencialmente 2 fatores:

  • Novas necessidades que engenheiros e arquitetos têm para com o desenvolvimento de soluções e projetos cada vez mais inovadores e com custos cada vez menores;
  • Tecnologia atualmente presente nos programas de modelagem e desenho (como programas CAD e SIG).

Porém, uma pergunta publicada no site V1 Magazine me chamou a atenção... A cartografia em três dimensões seria um luxo ou uma necessidade? (leia o artigo completo The Use Of 3D Visualization In Planning And Design—Is 3D A Luxury Or A Necessity) Isso por uma simples razão... dados espaciais em apenas duas dimensões já são relativamento caros, e agora imaginem isso em 3D, ou 4D... e até 5D? Será que os benefícios iriam justificar os custos?

Provavelmente, devido a esse custo ainda elevado, muitas empresas usuárias de dados espaciais ainda se intimidem face às vantagens oferecidas pela visualização desses dados em 2D+nD dimensões. Contudo, empresas desenvolvedores de plataformas de desenho e modelagem já preveem a inversão do cenário atual. Um cenário onde todo o projeto seria feito em 3D, executado e no final documentado em 3D para futuras intervenções. Tais empresas, como a AutoDesk, prevêem esta evolução num futuro não muito distante (leia esse post do blog GeoDrops do Portal MundoGeo para  saber mais a respeito dos últimos lançamentos da AutoDesk).

Outro exemplo, de soluções que convergem para esse cenário multidimensional da cartografia, é a empresa de origem holandesa/sueca 4Sight. A 4Sight propõe uma plataforma interativa em 3D e 4D, ainda com a possibilidade de integração de uma dimensão adicional chegando aos incríveis 5D (apenas para discriminar: 3 dimensões do espaço, uma dimensão temporal e uma dimensão de informação, como, por exemplo, a modelagem de tráfego de veículos).  Para saber mais a respeito da 4Sight leia o artigo completo Spatial Developments in 3D, 4D and 5D publicado no site GEO Informatics.

 Visualização de um trecho do projeto da estrada N302,  próximo da cidade de Harderwijk nos Países Baixos, associado à uma simulação de tráfego 

Soluções em cartografia nD (ou multidimensional) já existem, porém, quem em no nosso país atualmente está disposto a pagar por ela?

Fontes:  [Imagem 1] [Imagem 2] [Spatial Developments in 3D, 4D and 5D] [The Use Of 3D Visualization In Planning And Design—Is 3D A Luxury Or A Necessity] [AutoCAD 2010 vem aí]

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Ah! Mais uma vez o Google...

Ultimamente a cartografia não pode mais ser vista como aqueles velhos mapas que ficam naquelas grandes e longas gavetas empoeiradas (chamadas mapotecas) que ficam no fundo de qualquer biblioteca.

 mapoteca 

A cartografia saiu das mapotecas e entrou nos computadores pessoais, nos celulares, no carros etc. É incrível de se pensar que até alguns anos atrás ninguém andaria com um mapa (impresso) na mala ou no carro, ou que alguém teria um mapa em casa (ou se tivesse seria de enfeite, grudado na parede da sala).

Hoje, mesmo ainda sendo um pouco caro, não é difícil de encontrar celulares com receptores GNSS (vulgarmente conhecidos como GPS, por receberem o sinal dos satélites americanos), mesmo que as pessoas não tenham a mínima ideia de como isso funciona ou como ela pode utilizar tal tecnologia, a cartografia está ali! Eu não ficaria impressionado se daqui alguns anos, o Google Earth se torne sinônimo de "Atlas", devido a sua imensa popularização. Por falar em Google, o seu último lançamento, o Google Latitude mostra até onde pode ir os "planos" dos Srs. Larry Page e Sergey Brin (fundadores do Google). Antes, o Google sabia o que você lia na internet e assim podia propor anúncios publicitários relacionados com os seus gostos, digamos virtuais. Com o Google Latitude eles irão saber quais anúncios publicitários a propor de acordo o seu mundo real! Adaptando o ditado popular: Diga-me por onde andas com quem andas e direi quem és; a cartografia do Google Latitude  vai permitir aos publicitários realizarem estudos cada vez mais avançados e focados nos seus consumidores, porém desta vez, o alvo é o mundo real... isto quer dizer, serão outdoors, cartazes em pontos de ônibus, etc. Aplicações como o Google Latitude,  na minha visão, representam "fábricas" de aquisição de dados para estudos de geomarketing, que num segundo momento irão gerar informações valiosas para quem estiver interessado (ou puder pagar por ela). A cartografia desenpenha um papel chave no sentido de ligar duas informações aparentemente desconexas e gerar uma nova informação de maior valor e utilidade. Do ponto de vista da comunidade usuária, aplicações deste tipo propõe funcionalidades interessantíssimas, pois elas agregam uma informação espacial muito útil para seus usuários, como por exemplo, permitir que as pessoas possam se encontrar mais facilmente, mesmo que por um acaso do destino.

São esses avanços que demonstram de uma vez por todas que a cartografia saiu do armário, quero dizer, das mapotecas e está realmente, cada vez mais, entrando no cotidiano das pessoas comuns. Bom, esse foi um esboço de uma reação a respeito de uma nova geração de aplicações que foram lançadas no início deste ano. E você? O que você acha?

Para saber mais acesse essa notícia do Portal MundoGeo ou o site do Google Latitude.

Fotos: [Foto Mapoteca]