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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Ah! Mais uma vez o Google...

Ultimamente a cartografia não pode mais ser vista como aqueles velhos mapas que ficam naquelas grandes e longas gavetas empoeiradas (chamadas mapotecas) que ficam no fundo de qualquer biblioteca.

 mapoteca 

A cartografia saiu das mapotecas e entrou nos computadores pessoais, nos celulares, no carros etc. É incrível de se pensar que até alguns anos atrás ninguém andaria com um mapa (impresso) na mala ou no carro, ou que alguém teria um mapa em casa (ou se tivesse seria de enfeite, grudado na parede da sala).

Hoje, mesmo ainda sendo um pouco caro, não é difícil de encontrar celulares com receptores GNSS (vulgarmente conhecidos como GPS, por receberem o sinal dos satélites americanos), mesmo que as pessoas não tenham a mínima ideia de como isso funciona ou como ela pode utilizar tal tecnologia, a cartografia está ali! Eu não ficaria impressionado se daqui alguns anos, o Google Earth se torne sinônimo de "Atlas", devido a sua imensa popularização. Por falar em Google, o seu último lançamento, o Google Latitude mostra até onde pode ir os "planos" dos Srs. Larry Page e Sergey Brin (fundadores do Google). Antes, o Google sabia o que você lia na internet e assim podia propor anúncios publicitários relacionados com os seus gostos, digamos virtuais. Com o Google Latitude eles irão saber quais anúncios publicitários a propor de acordo o seu mundo real! Adaptando o ditado popular: Diga-me por onde andas com quem andas e direi quem és; a cartografia do Google Latitude  vai permitir aos publicitários realizarem estudos cada vez mais avançados e focados nos seus consumidores, porém desta vez, o alvo é o mundo real... isto quer dizer, serão outdoors, cartazes em pontos de ônibus, etc. Aplicações como o Google Latitude,  na minha visão, representam "fábricas" de aquisição de dados para estudos de geomarketing, que num segundo momento irão gerar informações valiosas para quem estiver interessado (ou puder pagar por ela). A cartografia desenpenha um papel chave no sentido de ligar duas informações aparentemente desconexas e gerar uma nova informação de maior valor e utilidade. Do ponto de vista da comunidade usuária, aplicações deste tipo propõe funcionalidades interessantíssimas, pois elas agregam uma informação espacial muito útil para seus usuários, como por exemplo, permitir que as pessoas possam se encontrar mais facilmente, mesmo que por um acaso do destino.

São esses avanços que demonstram de uma vez por todas que a cartografia saiu do armário, quero dizer, das mapotecas e está realmente, cada vez mais, entrando no cotidiano das pessoas comuns. Bom, esse foi um esboço de uma reação a respeito de uma nova geração de aplicações que foram lançadas no início deste ano. E você? O que você acha?

Para saber mais acesse essa notícia do Portal MundoGeo ou o site do Google Latitude.

Fotos: [Foto Mapoteca]

2 comentários:

  1. Eu acho que é isso aí mesmo.

    A Google não faz filantropia e ela é uma empresa de PUBLICIDADE e de dados.

    Como você bem frisou, muitas dessas ferramentas são voltadas para captação e estudo de utilização de dados.

    Parabéns pelo Blog, muito bom.

    Aparecido Leite - GEO:METRIK

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  2. Sem dúvida, o Google não faz filantropia! Tudo envolve $$ hehe...

    Obrigado pelo apoio!

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